

A confirmação de um caso de raiva em um morcego no Rio Grande do Sul colocou órgãos de saúde e defesa agropecuária em estado de atenção e acendeu o alerta para municípios do Vale do Paranhana. O diagnóstico positivo foi registrado em um animal encontrado na Ilha da Torotama, em Rio Grande, na Região Sul do Estado.
Após a confirmação laboratorial, equipes de vigilância iniciaram ações de monitoramento e investigação para evitar a disseminação da doença. Embora o caso tenha ocorrido distante do Vale, o alerta ganha importância devido à existência de focos de raiva herbívora em regiões que possuem ligação geográfica com municípios do Paranhana.
Conforme comunicado da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), focos identificados em Caraá podem avançar para municípios como Rolante, Riozinho e Maquiné. Já registros em São Francisco de Paula colocam em atenção cidades próximas, entre elas Três Coroas e Canela.
Atualmente, o Rio Grande do Sul possui dezenas de focos ativos de raiva herbívora monitorados pelas autoridades. A doença afeta principalmente bovinos, equinos e outros mamíferos, sendo transmitida, na maioria dos casos, por morcegos hematófagos.
As autoridades reforçam que morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, com dificuldade para voar ou apresentando comportamento fora do normal podem estar infectados. A orientação é não tocar no animal, mesmo que esteja morto.
Caso seja possível, o local deve ser isolado com segurança até a chegada das equipes responsáveis. A Vigilância Ambiental do município deve ser acionada imediatamente para realizar o recolhimento adequado e a investigação do caso.
Além disso, produtores rurais devem manter a vacinação dos rebanhos em dia e comunicar rapidamente qualquer suspeita da doença em animais.
Nos municípios do Vale do Paranhana, como Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho, não há registros recentes de casos da doença em humanos. Mesmo assim, a proximidade de áreas sob monitoramento reforça a necessidade de vigilância permanente e atenção por parte da população.





