

O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h25 deste domingo (21) sob a influência do fenômeno El Niño, que já está estabelecido no Oceano Pacífico e apresenta rápido aquecimento. A condição climática acende um sinal de alerta para o Rio Grande do Sul, especialmente em relação ao aumento das chuvas e ao risco de enchentes durante a segunda metade da estação.
Segundo análise da MetSul Meteorologia, o fenômeno deverá provocar um volume de precipitação acima da média em grande parte da Região Sul do Brasil, elevando a possibilidade de cheias de rios, alagamentos e eventos extremos nos próximos meses.
Os meteorologistas Luiz Nachtigall e Estael Sias destacam que o Sul do país será uma das áreas mais afetadas pelo El Niño, que apresenta potencial para atingir intensidade forte e até mesmo se configurar como um Super El Niño ao longo do segundo semestre.
Conforme a previsão, os impactos sobre o Rio Grande do Sul tendem a aumentar gradualmente durante o inverno. Embora julho já possa registrar chuva acima da média histórica, os volumes mais expressivos são esperados para agosto e, principalmente, setembro.
A preocupação é ainda maior nas regiões onde nascem importantes cursos d’água do Estado. Entre as bacias que podem ser afetadas por cheias estão os rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos, Gravataí, Uruguai e Ibirapuitã.
No Vale do Paranhana, a atenção também se volta para o comportamento da Bacia do Rio dos Sinos, que poderá sofrer reflexos do aumento das precipitações previsto para a segunda metade do inverno.
Além do excesso de chuva, a MetSul alerta para um crescimento na frequência de temporais severos. Episódios com vendavais, queda de granizo e até tornados podem ocorrer com maior intensidade entre o final do inverno e a primavera.
O pico do fenômeno está projetado para acontecer entre a primavera e o início do verão, período considerado de maior risco para eventos climáticos extremos no Sul do Brasil.
Especialistas ressaltam que o monitoramento constante das condições meteorológicas será fundamental nos próximos meses, especialmente para municípios localizados próximos a rios e áreas historicamente vulneráveis a enchentes.





