

A 37ª Oktoberfest de Igrejinha apresentou oficialmente os novos trajes de gala da rainha Rafaela Robinson Werb e das princesas Tainara de Conto Nunes e Jhenifer Fais. Mais do que peças de vestuário, os vestidos foram concebidos para representar a essência da festa, valorizando a tradição germânica, o sentimento de pertencimento e, principalmente, o trabalho dos milhares de voluntários que fazem da Oktoberfest a maior festa comunitária do Brasil.
Assinados pelos estilistas Wilney e Rejane Haberkamp, da Rewil Trajes Folclóricos, de Imigrante, os vestidos foram inspirados nos tradicionais trajes folclóricos da região da Baviera, no sul da Alemanha, berço da Oktoberfest. A proposta foi unir elegância, simbolismo e identidade cultural em peças que carregam a história e os valores da festa.
Os tons terrosos e neutros escolhidos para os trajes remetem às vestimentas utilizadas pelo povo na época em que surgiu a Oktoberfest, reforçando a conexão com as origens e homenageando aqueles que constroem o evento de forma voluntária. Os vestidos contam ainda com bordados exclusivos que representam as mãos entrelaçadas dos voluntários, simbolizando união, solidariedade e dedicação à comunidade.
Outro destaque é a presença da Lebensbaum, a tradicional Árvore da Vida da cultura germânica, bordada nas costas dos trajes. O símbolo reúne elementos que representam amor, comunidade, natureza e as conexões humanas que fazem parte da história da Oktoberfest de Igrejinha.
Um dos detalhes mais marcantes das peças está nas mais de três mil pedrarias aplicadas manualmente. Cada uma delas representa um dos voluntários que dedicam tempo e trabalho para a realização da festa. Juntas, elas simbolizam o brilho coletivo que transforma a Oktoberfest em um dos maiores eventos culturais do Rio Grande do Sul.
A presidente da 37ª Oktoberfest, Aline Hess, destacou que a intenção sempre foi criar trajes que transmitissem significado e não apenas luxo. Segundo ela, a verdadeira riqueza da festa está nas pessoas que se dedicam à comunidade e mantêm viva uma tradição construída ao longo de gerações.
O desenvolvimento dos vestidos começou ainda em 2025, com pesquisas, estudos e reuniões entre a presidência da festa e os estilistas. Após cerca de 45 dias de trabalho na produção das peças, o resultado foi apresentado oficialmente ao público durante a escolha da Seniorin da 37ª Oktoberfest, realizada no último sábado.





